Perdoar sempre ou sofrer eternamente

Perdoar sempre ou sofrer eternamente

Não existe no mundo nada mais incrível que a sensação de alívio que se tem ao perdoar.

Poucas vezes somos ofendidos. Muitas vezes, sentimo-nos ofendidos.

Nosso maior inimigo são nossos pensamentos que imaginam o inimaginável e criam situações inexistentes, além de promoverem preocupações à toa. Por isso mesmo, a maioria das mágoas que sentimos não passa de invenções de nossa cabeça. Somos todos excelentes prejulgadores.

Partindo dessa premissa, o caminho para a santidade é aprender a PERDOAR. Perdoar é mais que desculpar o outro por ofensas dirigidas a nós. Segundo o jesuíta Frei Inácio Larrañaga, "é abandonar ou eliminar um sentimento adverso contra o irmão".

Pergunto: Quem sofre? O que odeia ou o que é odiado? O odiado geralmente vive feliz em seu mundo. Pode até nem saber que é odiado. Mas aquele que cultiva o rancor, sofre de azia espiritual; vive como se tivesse em sua mão permanentemente uma brasa flamejante. Esta brasa pode até atingir o outro, mas o mais ferido será, com certeza, quem a segura. O ressentimento destrói o ressentido.

Não queira armazenar veneno em suas entranhas. Não existe no mundo nada mais incrível que a sensação de alívio que se tem ao perdoar, assim como a mágoa fadiga e estressa quem a sente. Vale muito a pena perdoar. Não há terapia mais libertadora que o perdão.

Às vezes, não é necessário pedir perdão (quem sabe o outro nem saiba que causou uma ofensa!). O recomendável é a oração, é o perdão de coração, acompanhado de um olhar terno e benevolente para a pessoa.

Certas culpas são profundas e precisam de repetidos perdões. Exercite-se neste programa de amor, pois perdoar é amar; é repetir o gesto de Cristo que mesmo na cruz nos perdoou a todos ("Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem" - Lc 23,34).


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